Plantação da Árvore Nº 2

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Hoje, dia 16 de Dezembro de 2014 decorreu no Jardim do Instituto Goethe a cerimónia de plantação da Árvore Nº 002/100 no âmbito do projecto «100 Anos, 100 Árvores» que tem o objectivo de plantar 100 árvores em Lisboa entre 2014 e 2018 durante os anos do centenário da Grande Guerra. O Senhor Embaixador da República Federal da Alemanha, Ulrich Brandenburg, plantou um Loureiro ( Laurus nobilis ) com a ajuda de Stephan Hoffmann, Vice-Director do Goethe Institut e de João Pinto Soares, Presidente da Lisboa Verde. Estiveram também presentes a Presidente da Junta de Freguesia de Arroios, Margarida Martins, a Presidente da Liga dos Amigos do Jardim Botânico, Manuela Correia e o Sr. Romão em representação da Liga dos Combatentes. A todos os nossos sinceros agradecimentos pelo apoio dado à iniciativa.

O projecto «100 Anos, 100 Árvores» tem organização conjunta da Assoçiação Lisboa Verde, Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas (APAP) e da Liga dos Amigos do Jardim Botânico de Lisboa (LAJB).

P1130247Imagem: Ulrich Brandenburg, Embaixador da República Federal da Alemanha em Lisboa (à esquerda) e Stephan Hoffmann, Vice-Director do Goethe Institut concluíndo a plantação do Loureiro.

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Plantação da Árvore Nº 1

No dia 11 de Novembro de 2014 decorreu na Embaixada de França a cerimónia de plantação de um Oliveira ( Olea europaea ) no âmbito do projecto cívico «100 Anos, 100 Árvores» que tem como objectivo plantar 100 árvores em Lisboa entre 2014 e 2018 durante os anos do centenário da Grande Guerra. Esta oliveira plantada pelo Embaixador de França é a Árvore Nº 001/100. O projecto «100 Anos, 100 Árvores» tem organização conjunta da Assoçiação Lisboa Verde, APAP-Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas e da LAJB-Liga dos Amigos do Jardim Botânico.

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Discurso do Embaixador de França, Jean-François Blarel:

Cérémonie à l’occasion de la commémoration de l’Armistice du 11 novembre 1918  

Intervention de l’Ambassadeur  

Cette cérémonie marquant l’anniversaire de l’armistice du 11 novembre 1918 revêt une signification toute particulière cette année.2014 est en effet l’année où ont commencé les commémorations de la Première Guerre Mondiale, et particulièrement en France où le Président de la République a présidé des cérémonies internationales le 14 juillet à Paris, puis début août pour marquer le centenaire du déclenchement du conflit et le 12 septembre à l’occasion du centenaire de la bataille de la Marne. Aujourd’hui, le chef de l’Etat a ouvert cette journée commémorative au palais de l’Elysée en lançant officiellement le Grand Mémorial, base de données en ligne qui permet d’interroger les registres matricules contenant les détails du parcours militaire de chaque soldat, conservé dans les archives départementales. Le Président a également remis le prix du concours des Petits artistes de la Mémoire à ses jeunes lauréats. Puis il accueilli ce matin des invités du monde  entier à l’Arc de Triomphe, avant d’inaugurer avec eux cet après-midi l’«Anneau de la Mémoire», le Mémorial international de la Première Guerre Mondiale, sur la colline de Notre-Dame de Lorette, près d’Arras dans le Pas-de-Calais. C’est la Secrétaire d’Etat à la Défense, Madame Berta Cabral, qui représente aujourd’hui le Portugal lors des cérémonies en France.   

L’impressionnante série de cérémonies commémoratives qui marque dans nos pays le  centenaire de la Première Guerre Mondiale, vise à saluer la mémoire de ceux qui ont trouvé la mort  ou ont été blessés ou gazés au cours du conflit. Nous pensons particulièrement en ce jour au 1,4 million de jeunes Français qui sont morts dans les tranchées et aux 7700 soldats portugais morts pendant la guerre, notamment en Afrique et pendant la bataille de la Lys.  

La commémoration a également pour objectif de transmettre aux jeunes générations le mémoire de ce conflit meurtrier et de lui faire prendre conscience de l’horreur de la guerre. Enfin, ce centenaire tend à rappeler que la guerre n’est pas un recours et qu’il existe désormais des voies  internationales de règlement pacifique des conflits, à travers l’Organisation des Nations- Unies ou par le biais d’organisations régionales.  

Hoje estamos particularmente satisfeitos por concretizar uma parceria com a associação Lisboa Verde. No âmbito do projecto “Cem anos, cem árvores”, esta associação desejaria que as Embaixadas, em Portugal, dos Estados beligerantes da Grande Guerra plantassem uma árvore. A Embaixada de França aderiu imediatamente a este projecto e propôs que esta cerimónia se realizasse a 11 de Novembro. Portanto, vou agora com o Presidente da associação Lisboa Verde plantar uma oliveira em memória de todos os mortos  da Primeira Guerra Mundial e em honra da paz.  

En ce jour nous sommes heureux de concrétiser le partenariat noué avec l’association Lisboa Verde. Dans le cadre du projet «Cent ans, cent arbres» Cette association souhaiterait que les ambassades au Portugal des Etats belligérants de la Grande Guerre plantent un arbre. L’Ambassade  de France a aussitôt adhéré à ce projet et a proposé que cette cérémonie de l’arbre ait lieu le 11 novembre. C’est donc à présent que je vais avec le Président de l’association Lisboa Verde planter un olivier en souvenir de tous les morts de la Première Guerre Mondiale et en l’honneur de la paix.  

Bonne journée à tous.

Centenário da Grande Guerra 1914-1918

Embarque soldados Cais Santa Apolónia, Joshua Benoliel 1917

Quando passam cem anos sobre o início da Grande Guerra, é tempo de prestar homenagem a todos os portugueses que se bateram nos campos de batalha de África e da Europa, na defesa da sua Pátria e em prol da Liberdade. Sendo que sobre todos se levanta a memória daqueles que caíram e deram a vida por Portugal.

Em Agosto de 1914 os poderes europeus lançaram-se num conflito armado de enormes dimensões, que se prolongou até Novembro de 1918, e que só foi sustido, verdadeiramente, mais de 30 anos depois, com o fim da Segunda Guerra Mundial.

Além de defenderam o território nacional, incluindo as ilhas atlânticas, os soldados portugueses estiveram presentes na frente de Angola, em 1914-1915; em Moçambique, entre 1914 e 1918; e em França, em 1917 e 1918.

Para Angola e Moçambique, Portugal organizou várias expedições militares e para França constituiu um Corpo Expedicionário Português (C.E.P.). Para além destas forças, foram também empenhados efectivos da Marinha, que participaram nas operações do Sul de Angola e do Norte de Moçambique, assim como na defesa das costas de Portugal, na defesa das rotas dos Açores e da Madeira e dos portos nacionais, e na segurança dos transportes marítimos utilizados pelas forças portuguesas. Contam-se também alguns dos pioneiros da aviação portuguesa, que serviram nas forças francesas, e ainda um Corpo de Artilharia Pesada Independente (CAPI), que apoiou forças francesas em diversas situações, durante alguns meses do ano de 1918.

Portugal mobilizou mais de 100.000 homens, dos quais mais de 18.000 para Angola, cerca de 30.000 para Moçambique, e mais de 56.000 para França. Em todas as frentes se travaram combates, mas os efectivos portugueses só participaram numa batalha, a Batalha de La Lys, na Flandres, no dia 9 de Abril de 1918. 

No total, Portugal perdeu 7.760 homens, a que se somam mais de 16.000 feridos e mais de 13.000 prisioneiros e desaparecidos.

Dr. Aniceto Afonso

Imagem: Embarque de soldados no Cais de Santa Apolónia. Joshua Benoliel, 1917. Arquivo Municipal de Lisboa